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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Paixão, uma coisa explosiva













O ato de estar entusiasmado ao extremo nos leva a paixão. Os extremismos são sempre preocupantes, porque ou levam indivíduos a cometer injustiças julgando seus semelhantes ou levam a ótimos começos e não tão bons fins.

Quero me deter neste artigo um pouco no segundo ponto descrito acima, “ótimos começos e não tão bom fins”, ou seja, podemos até começar bem, mas terminamos de forma ruim.

A paixão nos leva a enxergar as coisas com a profundidade ou detalhes que outras pessoas não conseguem ver, e isto, definitivamente, precisa ser usada de forma a trazer benefícios duradouros e não apenas momentos passageiros, que normalmente ficam na história, mas tem pouco uso prático no dia a dia.

Pessoas apaixonadas, não importa por o que, utilizam-se do poder da palavra (ou outro tipo de comunicação) e da atitude para convencer outras que aquilo é verdadeiramente apaixonante. E por este motivo inúmeras vezes estas pessoas são convincentes o bastante para arrastar outras no mesmo ideal.

No meio corporativo por exemplo, um lançamento de produto feito com procedimentos tradicionais pode trazer bons resultados, mas um lançamento efetuado de forma apaixonada normalmente supera em qualidade e números o anterior modelo.

Não quero ser redudante ou repetitivo, mas veja o que aconteceu com os últimos lançamentos da Apple. Após o retorno do seu fundador, Steve Jobs, ao papel de homem principal da empresa, numerosos produtos tornaram-se blockbusters e encheram os cofres da gigante da tecnologia.

É verdade que os produtos têm muita qualidade, mas será que se outra empresa teria o mesmo sucesso com o lançamento do iPhone ou do iPad? Ou será que a Apple sem o Sr. Jobs teria conseguido transferir tanta paixão e criar estes ícones do nosso tempo?

Talvez você conheça Blake Mycoskie, ele participou do programa Amazing Racing que passa no Discovery Channel no Brasil. Não ganhou o programa e ficou a poucos minutos de se tornar um milionário, mas a cativante história deste rapaz não se resume a um programa de televisão com competições e enorme audiência mundial.

Blake teve um desejo plantado em seu coração durante as competições do Amazing Racing, o que acabou gerando uma paixão.

Ele esteve na Argentina durante as disputas para uma prova e conheceu diversas pessoas necessitadas, a grande maioria destas pessoas não possuíam sapatos, por pura falta de condições de adquirir um, este fato o intrigou demais.

Após o término do programa e sem o dinheiro do prêmio em mão, ele se viu com alguns dólares e um pequeno negócio. Chegou ter a idéia de pegar seus dólares, que não eram tão pouco assim, talvez US$ 80.000 e comprar diversos pares de sapatos e entregar para aquelas pessoas Sul Americanas necessitadas.

Racionalmente pensando, talvez ele conseguisse atingir 4.000 ou 5.000 pessoas com esta louvável atitude, o que não era pouco, porém a chama dentro dele era muito maior do que isto, e uma pergunta devia estar pairando sobre sua cabeça.

- O que fazer quando acabar o dinheiro? Precisarei pedir a outros para sustentar meu sonho?

Com uma decisão ousada ele decidiu a abrir a empresa (com fins lucrativos e não uma ong) de sapatos Toms (www.toms.com), onde a venda de cada par de sapato geraria a doação e entrega de outro par a uma pessoa necessitada da Argentina, então aqueles 5.000 pares viraram até meados de 2010 a maravilha de 600.000 pessoas calçadas com um Toms. Hoje o sonho já atravessou o Atlântico e chegou na África e deverá ultrapassar 1.000.000 de pessoas calçadas tudo por causa de um sonho e uma paixão.

Certamente estes dois exemplos, de forma muito diferentes, conseguiram imprimir através de sua paixão todo o esforço, foco e atitude necessária para atingir seus sonhos.

Coloque o que queima em seu coração em prática, não importa o tamanho ou o que você atingirá. Comece pequeno na sua casa, na sua mesa de trabalho ou com seus amigos, mas tenha atitude! Seja reconhecido em seu meio como aquele que faz a diferença.

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

3 Passos Para Ser Feliz No Trabalho














Não é muito difícil perceber se alguém está motivado para fazer uma determinada tarefa. Pessoas que fazem um trabalho por obrigação geralmente procuram fazê-lo da forma mais rápida possível, buscando se livrar o quanto antes da mesma. Essa falta de interesse pode ser prejudicial para o seu trabalho e, inclusive, pode tornar a sua vida menos plena.

Você já procurou entender por que algumas tarefas parecem ser tão chatas, enquanto outras tão divertidas? Você gostaria mais de ler um livro do Machado de Assis ou jogar bola com os amigos?

De acordo com o Dr. Mihaly Csikszentmihalyi (é esse mesmo o nome dele), para que um trabalho seja atrativo e para que você possa se sentir feliz fazendo o que você deve fazer, é necessário atingir um estado mental chamado de fluxo.

Um exemplo de alguém em estado mental de fluxo seria, por exemplo, quando uma pessoa viciada em videogames está jogando o seu game preferido. Ele não precisa ser pago e nem receber qualquer gratificação para jogar, pois o próprio ato de jogar em si já é suficiente para que ele se sinta realizado na atividade.

Será que é possível executar uma tarefa aparentemente chata de tal forma que pudessemos nos sentir felizes ao executá-la? Dr. Mihaly diz que podemos ser felizes no trabalho se seguirmos 3 passos:

1. Encontrar desafios escondidos

Se a tarefa é muito chata e aparentemente fácil de ser feita, procure torná-la mais "difícil". Encontre novas forma de realizar o trabalho e procure executá-lo cada vez melhor. Seria como uma criança que está entediada de andar normalmente com as duas pernas e, para tornar a atividade de andar mais divertida, ela procura ir pulando com somente 1 das pernas.

2. Aperfeiçoar habilidades

Aprenda mais sobre o seu trabalho e busque sempre ser melhor naquilo que você deve fazer. Quando você começar a executar a atividade espontaneamente, sem ter que pensar nos passos que devem ser seguidos, você ficará mais feliz em seu trabalho. Por exemplo, quando estamos aprendendo a dirigir um carro é estressante, pois temos que pensar em tudo que devemos fazer. Assim, a atividade de dirigir um carro se torna mais agradável quando adquirimos a habilidade de dirigir sem ter que pensar.

3. Ter foco 

É difícil ter foco em uma atividade que não agrada, mas é exatamente isso que fará com que o trabalho se torne mais atraente. Perceba as pessoas que são felizes no trabalho. Elas estão com a atenção completamente voltada para a atividade que elas fazem, chegando ao ponto de nem mesmo ver o tempo passar. Assim, se você quer ser feliz em seu trabalho, aja como se fosse, pois em breve você será.

"O desejo de fazer algo por considerá-lo profundamente realizador e pessoalmente desafiante inspira os níveis mais elevados de criatividade, seja nas artes, nas ciências ou nos negócios." (Teresa Amabile)

Texto escrito por Raul Figueira Miranda (@raulfm)
Baseado no vídeo How to be happy at work.
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sábado, 14 de agosto de 2010

Cuidado com as recompensas!











Logo acima, você pode ver (clique na imagem para ampliá-la), um fluxograma simplificado de como usar as recompensas para motivar os colaboradores de uma empresa.

Esse fluxograma é apresentado no livro Motivação 3.0 e tem por base a idéia de que nem sempre recompensas em dinheiro motivam uma equipe de trabalho. O autor do livro até alerta para o fato de que certas recompensas podem inclusive diminuir significativamente o rendimento dos trabalhadores.

As recompensas "se, então" são aquelas em que o colaborador ganha algo (ex. dinheiro, viagens, prêmios), caso ele consiga atingir um determinado objetivo (ex. vender 1000 mercadorias em 1 mês).

O divisor de águas principal para o uso ou não uso de recompensas "se, então" é o fato do trabalho ser rotineiro ou não. Caso o trabalho seja maçante (ex. empacotar mercadorias), não exigindo, assim, o uso da criatividade, pode-se usar métodos de recompensas, desde que se tome o cuidado para apresentar uma lógica para a necessidade da tarefa, reconhecer que a tarefa é maçante (gerar empatia e confiança) e permitir que as pessoas executem a tarefa do próprio jeito.

O uso de recompensas é terminantemente proibido se a tarefa exigir o que o autor chama de (se eu não me engano) heurística, que signica que a tarefa não possui um caminho predefinido para ser executado. O trabalhador deve ir descobrindo e desbravando o caminho até atingir o objetivo final (ex. criar um comercial de televisão para uma empresa).

Usar incorretamente as recompensas pode gerar comportamento antiético, vício, raciocínio de curto prazo, além de extinguir a motivação intrínseca e prejudicar a criatividade.

Caso você queira saber mais sobre o assunto, faça um comentário logo abaixo. Mande suas perguntas e duvide sobre a veracidade do texto. Participe.

Texto escrito por Raul Figueira Miranda (@raulfm)
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Você está motivado?












A motivação é um negócio difuso. Trata-se de um daqueles assuntos fluidos, difíceis de objetivar. Na maioria das vezes, soa para mim, nas conversas entre gestores de times, como se motivar fosse uma missão exclusiva do chefe, uma obrigação de mão única da organização. Como se estar motivado não fosse também um objetivo a ser perseguido pelo funcionário. Quase como se estar feliz e entusiasmado não fosse algo do interesse dele, mas apenas uma conversa inventada e imposta goela abaixo pelo RH da empresa. Dito assim, a motivação funcionaria quase como mais uma ferramenta de exploração do homem pela instituição a qual ele se filia. Como se estar alegre e cheio de energias boas fosse mais uma das coisas chatas que o sujeito tem que fazer a contragosto para não perder o emprego. E de fato é assim que o quadro é pintado, muitas vezes. O colaborador então passa a tratar a empresa, no quesito motivação, um pouco como aquela moça à antiga que fica numa posição passiva em relação à corte do seu pretendente. E que joga integralmente a responsabilidade pelo relacionamento acontecer (ou não) na capacidade que o moço possa ter (ou não) de seduzi-la. Ela mesmo não move uma palha. Precisamente como se nada daquilo lhe fosse um desejo genuíno, um interesse autêntico. E assim construímos esse jeito de ver e pensar as coisas em que, se um time de futebol está desmotivado, a culpa é do técnico. Ou do vice-presidente de futebol do clube. Se um time está desmotivado no escritório, a culpa é do gerente. Ou do diretor. Uma posição para lá de confortável para os jogadores – atuem eles nos estádios ou nas corporações.

Sempre que estive do outro lado, não como gestor mas como gerido, tratei a motivação como um processo que dependia também um bocado de mim. Sempre que fiquei terrivel e invencivelmente desmotivado, tratei de sair, de mudar, de me reinventar e de reajustar a realidade à minha volta. Sempre tive, portanto, uma postura ativa em relação a mim mesmo, à minha carreira, à minha própria motivação. De fato, sempre recusei um pouco a posição de jogar para meus superiores, ou para a organização, a responsabilidade pela minha motivação ou por qualquer outra coisa ligada a mim. Por achar que essa transferência de poder seria injusta não com eles mas comigo, com a minha independência, com a estatura com a qual me enxergo. Sempre achei que agir assim me diminuiria, me pintaria de modo diminuído, como alguém frágil. Sobretudo, sempre me pareceu que se colocar numa posição assim passiva é um negócio obsceno, inaceitável.

Texto escrito por Adriano Silva em Manual do Executivo Ingênuo
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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Motivação 3.0














Comecei a ler um livro que me fez pensar mais sobre motivação. Ele está fazendo com eu mude alguns conceitos já bastante enraizados em minha mente e acredito que tem boas possibilidades de mudar, também, a sua forma de pensar.

O que mais me chamou atenção na capa desse livro, além do título Motivação 3.0, foi o trecho na parte de baixo da capa em que dizia "Entenda por que o modelo atual de motivação à base de recompensas e punições não funciona". Isso foi praticamente um choque para mim, pois eu sempre soube que deveríamos recompensar quem fez um bom trabalho e punir quem fez algo prejudicial ao desenvolvimento de uma determinada atividade. Essa forma de motivar parece ser completamente lógica e aplicável a todas as situações, não acha?

Daniel H. Pink, autor do livro Motivação 3.0, diz que essa forma de motivação, a qual ele nomeia de motivação 2.0, funciona sim, mas em muitos casos ela pode ser até prejudicial, ou seja, em vez de motivar, ela pode desmotivar, diminuindo o rendimento do colaborador. Será que isso é possível?

A imagem no começo desta postagem representa um brinquedo chamado cubo Soma, que é um jogo composto de sete peças, seis formadas por quatro cubos de 2,5cm x 2,5cm e uma com três cubos com a mesma medida. Os jogadores podem montar as sete peças em alguns milhões de combinações possíveis. Esse foi o brinquedo usado em um experimento que ajudou na formulação da Motivação 3.0. Na verdade, foi a partir dele e de outros experimentos (como o quebra-cabeça Harlow) que cientistas comportamentais passaram a se questionar sobre a eficácia da famigerada motivação cenora e chicote (recompensa e punição).

Para não tornar esta postagem muito longa, irei falar mais sobre a motivação 3.0 e sobre o experimento envolvendo o cubo Soma em uma próxima postagem. Também, escreverei mais sobre motivação a medida que leio o livro do Daniel H. Pink.

Espero que você esteja tão ansioso quanto eu para a próxima postagem sobre motivação 3.0. Será que você adivinharia quais são as falhas da motivação 2.0 (recompensa e punição)?

Forte abraço!
Raul Figueira Miranda
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