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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Descubra Se Você é um Líder












Quem busca uma posição de liderança, precisará trabalhar aspectos comportamentais que o tornem capaz de direcionar um grupo. Descubra se você possui liderança natural e o que precisa desenvolver.

É importante lembrar que esse não é um teste científico, mas um exercício de percepção para ajudá-lo a entender a imagem que as pessoas têm de você.

Quanto você é visto como líder?

1 – Quando você está andando com um grupo de três ou mais pessoas na rua, o quanto você fica no meio do grupo e dá o ritmo da caminhada?

A – Sempre ando no centro e as pessoas normalmente caminham à minha volta, conversando. Usualmente eu dou a tônica do assunto e o pessoal me segue.

B – Às vezes ando no centro do grupo, outras vezes não. Não consigo qualificar melhor que isso.

C – Não costumo ser o centro das atenções em situações como essa.


2 – Em um grupo de pessoas iguais a você (hierarquia ou grupo social), quando você fala, o quanto as pessoas param para ouvi-lo?

A – Sempre. Normalmente eu sou a referência do grupo em qualquer assunto.

B – Tenho que pedir a palavra, às vezes com alguma veemência. Mas uma vez capturada a atenção, sou ouvido cuidadosamente.

C – O grupo é disperso e é difícil fazê-los manter a atenção focada em mim.


3 – Nesse mesmo grupo, quando você está falando, o quanto é interrompido, em relação aos outros participantes?

A – Praticamente não sou interrompido. Sou o único do grupo nessa condição.

B – Sou interrompido tanto quanto os outros, até onde posso perceber.

C – É difícil falar para o grupo, sou um dos mais interrompidos.

4 – E em grupos de subalternos?

A – Praticamente não sou interrompido.

B – Sou interrompido para discussões às vezes.

C – É difícil falar para o grupo, sou interrompido a toda hora.


5 – Em grupos profissionais, o quanto você é convidado para partilhar o horário de almoço com os colegas?

A – Freqüentemente, parecem procurar minha companhia.

B – Mais ou menos. Partilhamos o horário quando nos encontramos, é meio ao acaso.

C – Raramente me chamam.


6 – Com que freqüência você é consultado em assuntos profissionais em relação a outras pessoas do mesmo nível?

A – Freqüentemente e em várias esferas de assuntos. O pessoal parece confiar mais em mim do que no resto dos chefes para muitos assuntos.

B – Regularmente, tanto quanto os outros chefes.

C – Pouco. Alguns dos outros chefes são muito mais procurados do que eu.


7 – Em termos de gerência ou chefia, como você acha que é visto?


A – Como um líder natural, forte, responsável e com autoridade.

B – Como um gerente com autoridade delegada e com alguma liderança natural.

C – Como um chefe. Eu mando, eles obedecem e é tudo.


Resultados

Agora conte os pontos:

5 pontos para cada letra A
3 pontos para cada letra B
1 ponto para cada letra C

O máximo de pontos possíveis é 35. As graduações são:

Atingindo os 35 pontos: Todos os indicadores são de que você é visto como o líder do grupo que usou como referência.

Entre 33 e 30 pontos: Há sinais claros de que você já exerce alguma liderança natural sobre as pessoas do grupo que usou como referência, mesmo que você não se dê conta disso.

Entre 29 e 23 pontos: Na maioria dos momentos você é percebido como exercendo uma espécie de liderança freqüente, mas circunstancial.

Entre 22 e 17 pontos: A liderança circunstancial ocorre, mas em escala bem mais simples. Você não se destaca no grupo.

Entre 16 e 10 pontos: Raramente você faz sua voz ser ouvida no grupo. É algo a ser avaliado. Pergunte-se o quanto você gosta de pertencer a esse grupo e o quanto a situação lhe é confortável.

Menos que 10 pontos: As pessoas mal percebem que você faz parte do grupo. Você não participa, não expressa sua opinião e, quando o faz, provavelmente ninguém presta muita atenção. Como no item anterior, pergunte-se o quanto essa rotina lhe é confortável ou não.

Atenção: Não se deixe abater se o resultado não o agradou. Considere isso um feedback precioso de você para você mesmo. Analise os resultados, pondere e inclua tudo isso em seu plano de desenvolvimento, lembrando sempre que agora você sabe mais sobre si próprio do que sabia antes.


Por Edson Rodriguez em HSM Online.
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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Você é um líder ou um seguidor?

Um político está sentado tranqüilamente, com as costas retas, olhando para a frente, as mãos pousadas no colo, um leve sorriso no rosto, enquanto espera o início do debate.

Não é de surpreender que os líderes tendam a ser confiantes, e os seguidores tendam a ser inseguros. Conseqüentemente, para identificar os líderes é necessário ter sensibilidade para os traços exibidos por alguém que seja confiante e vice-versa. E descobrir os seguidores é o mesmo que identificar as pessoas passivas e inseguras.

A liderança e a confiança não precisam estar ligadas a uma personalidade expansiva, dominante e agressiva. Existem líderes tranqüilos e confiantes, e existem outros barulhentos e agressivos.

Os líderes e as pessoas confiantes normalmente:
  • Dirigem (e muitas vezes controlam) as conversas.
  • Têm várias pessoas a seu redor, por causa de sua personalidade.
  • Colocam-se numa distância adequada ao falar com alguém (embora um líder "louco por controle" possa invadir o espaço pessoal do outro).
  • Se oferecem para tarefas desagradáveis.
  • São bons ouvintes.
  • Têm um sorriso seguro de si, sem exagerar nem mostrar todos os dentes, mas algumas vezes quase convencido.
  • Andam com confiança, quase com passos largos, e muitas vezes seus braços se mexem bastante.
  • Têm um aperto de mão fime.
  • Andam bem vestidos.
  • Têm boa higiene.
  • Vestem-se de modo conservador e adequado à ocasião.
  • Usam roupas mais caras e de bom gosto.
  • Raramente seguem algum modismo.
  • Estão dispostos a se envolver numa conversa.
  • São atléticos e têm boa forma física.
  • Fazem bom contato ocular.
  • Têm um corte de cabelo conservador.
  • Têm uma postura ereta.
  • Adaptam a posição de seu corpo à pessoa com quem estão falando.
  • Carregam acessórios que algumas vezes são associados com responsabilidade, como pasta, calculadora, telefone celular, pager, ou agenda.
As pessoas muitas vezes esperam que os líderes sejam expansivos e agressivos, e subestimam os tranqüilos e confiantes. Nem todos os líderes e pessoas confiantes andam de modo afetado como galos de briga. Os líderes quietos e reservados ainda assim terão um aperto de mão firme e manterão contato ocular direto. Numa conversa, eles ficarão atentos e serão bons ouvintes.

Os líderes normalmente ficam numa posição de poder em qualquer sala. Se houver uma mesa, eles tenderão a se dirigir para a cabeceira. Se as pessoas estiverem espalhadas na sala, o líder normalmente estará mais perto do centro. Os líderes não mostram sinais de nervosismo e freqüentemente cuidam bem de sua saúde e de seus corpos.

Trecho retirado do livro "Decifrar Pessoas - Como entender e prever o comportamento humano" escrito por Jo-Ellan Dimitrius e Mark Mazzarella.

Você é um líder ou um seguidor? Quais dos traços aqui apresentados você possui?
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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dalai-Lama - Liderança para um mundo melhor












Toda organização é ao mesmo tempo mais e menos do que a soma de seus membros. É menos porque os integrantes do grupo dedicam apenas parte de seu tempo a ela; e é mais porque, como um todo, a organização pode realizar coisas que os membros não têm como fazer sozinhos.

Um dia desses, quando eu ia da estação ferroviária de Pathankot para o lugar onde moro, em Dharamsala, o carro teve de parar porque havia lenhadores cortando uma árvore que corria o risco de tombar na rua. Depois que ela foi derrubada, dois senhores idosos e magros começaram a serrar o tronco em pedaços, para liberar a via. Como você pode imaginar, um número crescente de carros foi se enfileirando de ambos os lados da árvore caída. Muita gente saltou dos automóveis para ver os dois homens batalhando com a serra. Devia haver mais de 100 pessoas olhando. Então um dos espectadores avançou e, acenando com o braço, chamou outras pessoas para ajudá-lo a empurrar a árvore para o acostamento. Em menos de cinco minutos, 20 homens a deslocaram e o trânsito foi liberado.

Isso demonstrou, de maneira muito simples, o que as pessoas podem fazer quando cooperam umas com as outras. Também me ocorreu que, se ninguém tivesse tomado a iniciativa de retirar a árvore num esforço coletivo, teríamos sido obrigados a esperar mais de duas horas para podermos seguir caminho. As pessoas que retiraram a árvore não eram uma empresa e nem sequer estavam organizadas, mas tinham um objetivo comum e contaram com um líder espontâneo, que tomou a iniciativa de solucionar o problema.

Se parte do papel do líder é esclarecer os objetivos e inspirar confiança nas metas e valores da organização, que papel desempenha a empresa? Será que seu verdadeiro propósito é simplesmente obter lucros - "gerar o máximo de riqueza para os acionistas" -, ou haverá algo maior em jogo? É claro que os executivos vão argumentar que o lucro é o mais importante, caso contrário, a companhia não poderá sobreviver. É verdade, mas os executivos que pensam mais à frente reconhecem que, à parte o lucro, as empresas e organizações podem alcançar outras metas admiráveis.

Décadas atrás, em 1977, o professor Peter Drucker comentou:

Uma empresa não pode ser definida nem explicada em termos do lucro. Se lhe indagarmos o que é uma empresa, o empresário típico tenderá a responder que é "uma organização feita para gerar lucros". É provável que o economista típico responda a mesma coisa. Essa resposta não é apenas falsa, mas irrelevante. O conceito de maximização do lucro não tem sentido, na verdade. A lucratividade não é o objetivo, e sim o fator limitante da iniciativa empresarial. O lucro não é a explicação, a causa nem a lógica das decisões empresariais, mas um teste de sua validade. O objetivo da empresa deve estar fora dela mesma. A rigor, deve estar na sociedade, já que a empresa comercial é um órgão da sociedade.

...

Na tradição budista, temos uma visão muito clara do lucro. Ele é um belo objetivo, desde que seja ganho honestamente. Afirmar que o papel das empresas é gerar lucro faz tão pouco sentido quanto dizer que o papel de uma pessoa é comer ou respirar. Se uma empresa tiver prejuízos, ela morrerá, assim como uma pessoa sem alimento, mas isso não significa que a finalidade da vida seja comer.

Trecho retirado do livro Liderança para um mundo melhor, escrito por Dalai-Lama e Laurens van den Muyzenberg.
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