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sábado, 7 de agosto de 2010

Eficiência vs. Eficácia

Às vezes, utilizamos os termos eficiência e eficácia sem ao menos sabermos o que cada uma dessas palavras significa. Bem, então vamos lá para as explicações:

Eficiência é um princípio de administração que visa o melhor aproveitamento de recursos. Ser eficiente está relacionado com os resultados obtidos e o esforço feito para se chegar a tal resultado. Logo, quanto melhor for o resultado e menor o esforço feito mais eficiente será o processo.

Para facilitar o entendimento, temos que a antítese de eficiência é o desperdício (atividade que não agrega valor). Então, para que algum processo seja também eficiente, é necessário que os desperdícios sejam eliminados.

A eficácia consiste no desempenho que envolve a comparação entre os objetivos da organização e os resultados obtidos. Como assim? Se seus resultados obtidos forem iguais aos seus objetivos, temos que você é uma pessoa eficaz.

Levando para o âmbito empresarial, temos que um dos principais objetivos de uma organização é a satisfação do cliente, dos acionistas, impacto na sociedade e aprendizagem organizacional.

Darei agora outro exemplo para mostrar uma relação entre eficácia e eficiência:

Embora Henry Ford fosse o mestre da eficiência, Alfred Sloan (Ex-presidente da GM) transformou a GM na maior e mais bem-sucedida empresa do ramo. Tal desempenho é a orientação para o mercado e não apenas para o processo produtivo.

Daí fazemos o seguinte questionamento: de que adianta fazermos um carro em menos tempo e consumindo menos recursos, se tal carro não atende às necessidades dos clientes?

Ou seja, além de sermos eficientes, devemos ser também eficazes.

Texto escrito por Thiago Aguiar
Fonte: Introdução a Administração (Amaru) 
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segunda-feira, 28 de junho de 2010

A experiência de Hawthorne

Um grupo de pesquisadores da Universidade Harvard foi contratado para desenvolver um estudo numa fábrica da Western Electric, uma empresa fornecedora de materiais para o sistema telefônico. O estudo foi feito para descobrir se as variações na iluminação teriam algum efeito sobre o desempenho dos trabalhadores.

O estudo começou apresentando resultados estranhos. Aumentava-se a intensidade da luz e a produção aumentava. Diminuía-se a luz e... a produção aumentava também! Em seguida, os pesquisadores ofereceram benefícios: lanches e intervalos de dascanso. A produção continuou aumentando. Finalmente, todos os benefícios foram retirados. A produção, em vez de cair, subiu para uma quantidade espantosa. Os pesquisadores somente conseguiram demonstrar que não havia qualquer correlação simples e direta entre os fatores que eles estavam manipulando (iluminação e benefícios) e a produtividade (peças produzidas). Foi nessa altura que chamaram Elton Mayo, australiano radicado nos Estados Unidos, para ajudar a explicar o que estava acontecendo.

Como resultado de um trabalho de entrevistas em profundidade, Mayo e seus colaboradores interpretaram os resultados do experimento e formularam uma série de conclusões que criaram uma nova filosofia de administração. Em essência, essas conclusões diziam que o desempenho das pessoas era determinado não apenas pelos métodos de trabalho, segundo a visão da administração científica, mas também pelo comportamento. As conclusões mais importantes de Mayo são as seguintes:
  • A qualidade do tratamento dispensado pela gerência aos trabalhadores influencia fortemente seu desempenho. Bom tratamento, bem desempenho.
  • O sistema social formado pelos grupos determina o resultado do indivíduo, que é mais leal ao grupo do que à administração. Se o grupo resolve ser leal à administração, o resultado é positivo para a empresa. O resultado é negativo para a empresa quando o grupo resolve atender a seus próprios interesses.
  • Os supervisores deveriam fazer o papel não de capatazes, mas de intermediários entre os grupos de trabalho e a administração superior.
As conclusões de Mayo lançaram as bases de uma nova filosofia de administração: a filosofia das relações humanas.

Trecho retirado do livro Introdução à Administração de Antonio Cesar Amaru Maximiano, 7ª edição, revista e ampliada, editora Atlas.
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